Em janeiro de 1909, Ettore Bugatti, um jovem fascinado por mecânica e por tecnologia, conseguiu um empréstimo para produzir dez carros e cinco motores de avião; estava aberta sua própria fábrica de carros. Apaixonado pelo que fazia, Ettore estabeleceu que todos os carros que levassem seu nome deveriam ser produzidos com base em um tripé: arte, forma e técnica. A receita deu certo, e em pouco tempo a marca já colecionava troféus das mais importantes corridas européias, inclusive da Le Mans.
Durante os próximos 100 anos a marca passaria por muitos altos e baixos. Desativada após a segunda guerra mundial, em 1951, foi ressuscitada somente em 1987. Em 1998 a Volkswagen assumiu o controle da marca e injetou ânimo e dinheiro. O primeiro fruto dessa parceria foi o Veyron, um superesportivo de mais de 1000 cavalos. Agora, para comemorar o centenário da marca, a Bugatti resolveu lançar aquele que, nas palavras do CEO Franz-Josef Paefgen, é o mais exclusivo, elegante e potente carro quatro portas do planeta; o Galibier.
Os valores preconizados por Ettore (arte-forma-técnica) podem ser notados ao primeiro contato com o Galibier. A carroceria, construída manualmente, é feita de fibra de carbono e alumínio polido e ostenta a tradicional grade em forma de ferradura tão querida dos fãs da marca. O interior não fica para trás: grande e luxuoso, é todo acabado com madeira fina e couro especialmente produzido para equipar os bancos e portas do Bugatti. Destaque para o relógio suíço da Parmigiani que domina o centro do painel e pode ser retirado e servir de relógio de pulso.
Embaixo do capô está o mesmo motor de 16 cilindros e 8 litros de capacidade que faz a alegria daqueles que têm o privilégio de dirigir um Veyron. As únicas diferenças são que agora o motor utiliza dois compressores, em vez dos quatro turbos utilizados no Veyron e funciona, além de gasolina, com etanol. A potência final não foi divulgada, mas pelos atributos do motor, não deve ser das mais modestas.
A Bugatti garantiu, em sua apresentação do Galibier, que este não seria só mais um modelo conceito e que em breve estaria sendo vendido. O preço? Bom… quanto ao preço a Bugatti não deu nem sinais. Mas, como costumava dizer o próprio Ettore: “Aos sonhos não importa o preço”!








Caro editor,
COMO não importa o preço!!!?!!!
O natal já se aproxima; é hora de fazer escolhas, tomar decisões…