A preocupação com a preservação do meio-ambiente já entrou na pauta de todas as grandes montadoras européias. Produzir carros com menores índices de emissão de CO² e de consumo de combustível deixou de ser apenas um ato de obediência à rígida legislação européia para ser um forte atrativo de clientes.
Nessa onda, a Volkswagen apresentou no Salão de Frankfurt o seu mais novo modelo topo de linha do Golf esportivo (a série R). A saída ecologicamente correta da marca foi aposentar o 3,2 litros de seis cilindros utilizado na última versão e substituí-lo por um motor 2,0 litros turbo. Em vez de perder desempenho, no entanto, o novo modelo R é o mais potente da história: são 270 cv contra 250 cv do seu antecessor, o R32.
Aliado com um sistema de tração integral que distribui potência para as quatro rodas e com um câmbio automático de dupla embreagem que agiliza as trocas de marcha, o motor 2,0 turbo leva o Golf dos 0 aos 100 km/h em impressionantes 5,5 segundos. O torque de 35,7 m.kgf, bem como a marca de aceleração, superam os índices do R32. Mas a marca que mais impressiona é que, mesmo com esse aumento de potência e todos esses índices melhorados em relação ao seu antecessor, o Golf R ainda diminuiu em 21% o consumo de combustível e, na mesma proporção, a emissão de CO².
É a tecnologia a serviço do meio-ambiente e das vendas da Volkswagen! Só não se anime a comprar um desses por aqui porque, no Brasil, a versão de topo do Golf continua sendo o GTI (que é bom, mas não é um R).



Pena que esse daí num vem pro Brasil nunca!
Que diferença faz? Eu não ia poder comprar mesmo!
Brincadeiras a parte, é realmente a necessidade impulsionando o melhor aproveitamento da tecnologia. Numa visão anti-romancista, é a conjuntura provando o que muitos já desconfiavam: nunca houve impecilhos reais para a criação de carros mais econômicos… a diferença é que agora não se ouve mais tanto a opinião das petrolíferas.
Pra mim, carro ecologicamente correto é aquele em que se dispende menos VERDINHAS em sua aquisição.
Mas suspeito que os fabricantes não praticam esse conceito